ALGUNS CARROS DISPENSAM O USO DO LIMPADOR TRASEIRO

Característica aerodinâmica reduz (mas não elimina) uso do recurso em algumas carrocerias

Porque sua aerodinâmica elimina a necessidade do sistema. A traseira pronunciada dos sedãs e cupês permite que o fluxo de ar que percorre o carro não tenha interrupções até terminar de contornar a carroceria.

Nos hatches, porém, o corte súbito da tampa traseira quase vertical gera uma zona de baixa pressão logo atrás do carro.

Essa região “suga” a sujeira, especialmente a que está próxima ao chão, e deixa o vidro repleto de detritos ou água, o que prejudica a visibilidade. Mas isso não significa que todo sedã ou cupê dispense limpadores traseiros: em alguns países o recurso é comum em três-volumes, pois facilita a limpeza da neve acumulada no vidro quando o veículo percorre trajetos de baixa velocidade, insuficientes para que a aerodinâmica possibilite a limpeza da vigia.

Palhetas inusitadas

Até meados da década de 1990 outros limpadores eram bem comuns nos modelos europeus: os de faróis.

Essas pequenas palhetas eram usadas em conjunto com os lavadores para garantir a limpeza dos faróis e, consequentemente, a iluminação correta da via à frente.

O sistema foi aposentado com a evolução dos lavadores de faróis, que usam jatos de água de alta pressão para tirar resíduos grudados nas peças.

VEJA: TESLA QUER TROCAR O LIMPADOR DE PARA-BRISA POR RAIOS LASER

Se projeto for idealizado, carros da Tesla contarão com "pára-brisa de laser" (Foto: Divulgação)

A Tesla registrou no relatório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos a patente de um sistema limpadores a lasers que substitui o sistema convencional – aquele constituído pela antiquada vareta e vassoura de borracha no para-brisa.

O sistema seria aplicado aos seus veículos e também aos painéis fotovoltaicos utilizados pela marca, que têm captação de energia comprometida por conta dos dejetos.

De acordo com a Tesla, o processo do mecanismo do para-brisas convencional é considerado um tempo improdutivo, que engloba a eliminação da sujeira e a espera da secagem do vidro.

Apesar de não citar outras desvantagens, elas são conhecidas: a borracha se desgasta e perde eficiência com muita facilidade (e rapidez), degrada com a ação das intempéries e excesso de sujeira, compromete a aerodinâmica do carro e provoca ruídos desagradáveis.

Fora do Brasil, há um outro inconveniente: o limpador comum congela e gruda no vidro quando o carro é deixado no tempo em temperaturas abaixo de zero.

Segundo a Tesla, o uso do laser seria mais rápido e eficaz na remoção dos dejetos, sem precisar contar com o uso de substâncias químicas. Faltou citar esse incômodo, certo?

Pois é, os carros ainda precisam de um reservatório adicional de água para o limpador, além de um sistema elétrico com uma bomba par ao esguicho (o que acrescenta peso, cerca de dois quilos) – normalmente os motoristas são levados a adicionar detergentes ao líquido.

A TECNOLOGIA DOS AUTÔNOMOS TAMBÉM É UM ENTRAVE

Além de dificultar a visão do motorista, sujeiras no vidro também são obstáculos para as câmeras dos sistemas de assistência à direção semiautônoma. Um ponto a ser ressaltado é o de que o novo sistema seria útil para os projetos de futuros carros autônomos.

Protótipo do sistema registrado nos EUA mostra esquema de localização e funcionamento do laser (Foto: Divulgação)

O mecanismo funcionaria a partir de câmeras que detectam os objetos e um conjunto óptico de feixes, que seria configurado para, a partir da detecção do “corpo estranho”, lançar um raio para expeli-lo.

Um dos desafios para a concretização material da patente, além do alto custo, é a potência do laser.

frequência da emissão dos raios deve ser forte o suficiente para eliminar a sujeira do vidro, mas segura a ponto de não causar danos ao próprio vidro e, principalmente, ao motorista que estiver dirigindo.

Esquema da patente mostra como seria o funcionamento do novo sistema (Foto: Divulgação)

Apesar disso, tal problema seria facilmente resolvido a partir do revestimento dos vidros com óxido de índio e estanho, o que barraria a ação do laser na parte interna do veículo.

Um dos pontos positivos da implementação do sistema seria a maior aplicação: poderia atender a todas as janelas do veículo, incluindo retrovisores.

Vale lembrar que, o registro da patente não indica necessariamente que o produto será produzido, é apenas uma forma de oficializar e dar os créditos e direitos da ideia à Tesla.

Em outras palavras, se algum inventor ou outra empresa desenvolver um sistema semelhante que use tecnologia a laser, terá de pagar royalties para a Tesla.

Fonte: Revista Auto Esporte

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