Os carros da F1 mais caros já vendidos: leilões e coleções

O mercado de carros históricos da Fórmula 1 vive uma fase de aquecimento sem precedentes. O interesse crescente de colecionadores bilionários, a valorização da memória esportiva e o apelo de máquinas pilotadas por ídolos como Schumacher, Hamilton e Fangio fazem os preços dispararem a cada novo leilão. A prova mais recente desse movimento é a venda da coleção completa de Bernie Ecclestone para Mark Mateschitz, herdeiro da Red Bull, por aproximadamente 600 milhões de euros. O conjunto, considerado um dos maiores acervos privados do automobilismo, evidencia como esse nicho se tornou um dos mais exclusivos do mundo.

Com demanda crescente e oferta extremamente limitada, carros de F1 que marcaram épocas se transformam em ativos raríssimos. Nesse cenário, modelos campeões, com motores originais preservados e histórico detalhado de corrida, alcançam cifras que superam obras de arte e joias de luxo. A seguir, conheça os cinco carros de Fórmula 1 mais caros já leiloados e o que explica tamanha valorização.

Plataformas especializadas, eventos internacionais e negociações privadas seguem movimentando valores altos, incluindo opções acessíveis a quem aposta em entretenimento automotivo digital, como nas melhores plataformas de 1 real, que crescem em popularidade e ampliam o alcance da cultura do automobilismo. Jogue com responsabilidade.

Recordes em leilão: os modelos que dominaram o topo

A Ferrari F2001, pilotada por Michael Schumacher, abre a lista dos mais caros com sua venda em Nova York por US$ 6,9 milhões. O carro foi um dos responsáveis pelo quarto título mundial do alemão em 2001, após vitórias marcantes em Mônaco e na Hungria. Já a Ferrari F1-2000, também guiada por Schumacher e usada em GPs como Espanha, Mônaco e Brasil, alcançou US$ 9,5 milhões, reforçando o impacto do ídolo na valorização histórica dos veículos.

Um salto ainda maior aparece com a Ferrari F2003-GA, vendida em Genebra por US$ 16,2 milhões. Esse modelo marcou o hexacampeonato de Schumacher e se mantém preservado com motor V10 em pleno funcionamento. Logo acima está a Mercedes-AMG W04, de Lewis Hamilton, vendida por US$ 18,8 milhões em Las Vegas. O carro representa a primeira vitória do britânico pela Mercedes e carrega o status de um dos últimos monocascos com motor V8 da categoria.

No topo absoluto, o Mercedes W196R de 1954, guiado por Juan Manuel Fangio, estabeleceu o recorde histórico ao ser comprado por US$ 29,6 milhões. Considerado uma joia do automobilismo mundial, o modelo carrega o prestígio de um dos maiores pilotos de todos os tempos e um nível de originalidade quase impossível de encontrar atualmente.

O que valoriza um F1: piloto, título e originalidade

A equação que define quanto vale um carro de Fórmula 1 em leilões envolve três elementos centrais. O primeiro é quem o pilotou: modelos usados por campeões como Fangio, Schumacher e Hamilton estão sempre no topo das listas. O segundo é o peso histórico, como vitórias decisivas ou temporadas marcantes. E o terceiro é a originalidade técnica, especialmente motores e componentes preservados — algo cada vez mais raro, já que muitas equipes desmontam ou reaproveitam peças após a temporada.

Além disso, o mercado valoriza fortemente a documentação completa, registros de corrida e manutenção certificada por especialistas. É esse conjunto que transforma máquinas em patrimônio cultural e financeiro.

Coleções icônicas: a força das vendas bilionárias

A venda da coleção de Bernie Ecclestone reforça como acervos privados moldam o futuro desse mercado. Negócios desse porte não apenas movimentam valores gigantescos como também redefinem padrões de preço para futuras transações. Quando uma coleção desse nível muda de mãos, o mercado inteiro passa a recalibrar expectativas, criando novos tetos para negociações futuras.

Essas coleções costumam exigir espaço especializado, equipes de manutenção e infraestrutura técnica avançada para assegurar que os carros se mantenham funcionais e preservados, desde a busca dos melhores pneus até as melhores instalações. Isso também contribui para a exclusividade do segmento.

Dá para levar um carro de F1 para as ruas?

A ideia de dirigir um F1 fora das pistas desperta curiosidade, mas não é tão fácil de ser concretizada. No Brasil, a legislação impõe fortes restrições à circulação de carros de Fórmula 1 em vias públicas. O Código de Trânsito Brasileiro determina que veículos modificados para competição só podem trafegar com licença especial da autoridade de trânsito, além de itinerário e horário previamente definidos, o que torna a prática praticamente inviável no dia a dia. 

Em outros países, porém, há exceções pontuais: na Bósnia e Herzegovina, o entusiasta Mišo Kuzmanovic construiu artesanalmente um carro inspirado na Fórmula 1 e, após mais de mil horas de trabalho e um longo processo burocrático, conseguiu autorização legal para conduzi-lo nas ruas de sua cidade natal, Prnjavor.

Tendências e o futuro dos leilões de F1

Com mais colecionadores entrando no mercado e o interesse global pelo automobilismo crescendo entre novos públicos, a expectativa é que os próximos leilões continuem quebrando recordes. À medida que novas coleções forem disponibilizadas, especialmente com a passagem de grandes acervos familiares para herdeiros, o mercado tende a atingir cifras ainda mais impressionantes. A combinação de nostalgia, escassez e prestígio segue definindo esse universo — um espaço onde máquinas lendárias continuam vivas, disputadas e celebradas como obras-primas da engenharia e da história do esporte.