COMO FUNCIONA O AR-CONDICIONADO DO CARROS?

Sistema usa conceito físico e teve poucas mudanças desde que foi criado

Da mesma maneira que uma geladeira, transferindo o calor da cabine para o exterior. Um fluido (normalmente o R134a, que está sendo substituído pelo R1234yf,) circula dentro de um circuito fechado que passa pelo cofre do motor e por dentro do painel. Ele é pressurizado por um compressor, em um processo que eleva sua temperatura.

Depois, passa por um radiador, onde rejeita calor e se condensa. Em seguida, o (agora) líquido passa pela válvula de expansão, que reduz a pressão e temperatura do fluido — similar aos sprays usados para diminuir a dor muscular de jogadores.

O circuito termina no evaporador, peça que fica gelada em função do fluido expandido. Ela esfria o ar puxado pelo ventilador do exterior (ou cabine) e gera o vento frio que vai para o interior do carro. Já o fluido, agora aquecido, é sugado pelo compressor e retoma o circuito do ar-condicionado.

Como funciona o ar-condicionado dos carros? — Foto: Divulgação

Itens na ilustração:
1- Polia conectada ao motor
2- Compressor do ar-condicionado
3- Radiador para esfriar o fluido
4- Válvula de expansão
5- Trocador de calor dentro do painel
6- Ventilador que joga o ar frio para a cabine

O freio regenerativo dos carros híbridos e elétricos funciona com a bateria carregada?

O freio regenerativo dos carros híbridos e elétricos funciona com a bateria carregada?

Não, porque não há como armazenar a energia gerada pelo motor durante o processo. A frenagem regenerativa usa um conceito simples: todo motor elétrico também é um gerador. Essa troca acontece sempre que o acelerador é aliviado, e em alguns carros a geração de energia ocorre conforme o pedal direito é solto, permitindo que o veículo reduza drasticamente a velocidade sem que o freio seja acionado.

A quantidade de energia elétrica que a frenagem pode gerar é limitada por alguns fatores, como a potência do motor, capacidade do inversor e refrigeração da bateria. O mais crítico, porém, é a capacidade do acumulador. Se o veículo já estiver com a bateria carregada, não é mais possível usar o freio regenerativo.

Isso porque a bateria é como um tanque de combustível, e não pode armazenar energia além de sua capacidade. Qualquer tentativa de recarga nessa situação pode gerar superaquecimento e até explosão do acumulador. Essa limitação também está relacionada com o fato das cargas rápidas nunca irem além dos 80%, perdendo gradualmente a velocidade conforme a bateria fica cheia.

Em carros elétricos ou híbridos plug-in, com alta capacidade de armazenar energia, essa situação é mais rara, mas muito possível em híbridos convencionais, como o Toyota Prius. Em trechos longos e íngremes, como descidas de serra, é altamente provável que a bateria pequena destes veículos seja totalmente carregada durante o trajeto.

Quando isso acontece a central eletrônica que controla os freios do carro passa a usar somente o sistema de serviço, com discos, pastilhas, tambores e lonas, como em um veículo convencional. Essa mudança é pouco perceptível ao motorista, que precisa cuidar apenas para evitar o superaquecimento dos freios, guiando da mesma maneira que em um veículo a combustão tradicional.

Fonte: Auto Esporte

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