FORD TERRITORY X CHERY TIGGO 8: QUAL É O MELHOR?

Em um duelo de propostas, consideramos os dois últimos lançamentos entre SUVs médios e mostramos qual a escolha ideal

Você já viu aqui no WM1, portal de notícias da Webmotors, uma série de comparativos feitos com o recém-lançado Ford Territory – no último, o SUV mostrou que é opção de compra interessante aos clientes do consagrado Jeep Compass. Mas esta semana outra pauta surgiu em nossa mesa para desafiar outro utilitário novato no mercado: Ford Territory x Chery Tiggo 8: qual é a melhor opção?

Antes de fazer o duelo, é importante dizer que, apesar dos preços parecidos, suas propostas são diferentes. E que apesar de ambos terem origem chinesa, o Territory é mais requintado, tecnológico e pensado para casais sem ou com poucos filhos, enquanto o Tiggo 8 é mais familiar, com foco justamente no espaço interno. E aí, quem leva?

 

Ford Territory x Chery Tiggo 8

Preços

Vamos começar justamente com os valores. O Ford Territory começa em R$ 165.900 na versão de entrada, SEL, e termina em R$ 187.900 na Titanium, topo de linha. Já o Caoa Chery Tiggo 8 tem preço fixo de R$ 168.600 na única configuração disponível à venda no país, que tem valor promocional de R$ 156.900 no primeiro lote oferecido. Por isso, 1×0 para o carro do duelo que é feito no Brasil: o Tiggo 8.

Você não leu errado: o Chery Tiggo 8 é chinês de origem, mas produzido na fábrica da Caoa em Anápolis (GO), enquanto o modelo da marca norte-americana, ao menos neste primeiro momento, vem importado da China – a previsão é de que nos próximos anos ele seja fabricado na Argentina, no mesmo local de montagem do “falecido” Ford Focus.

Caoa Chery Tiggo 8 2020

Equipamentos e tecnologia

Hora de colocar na prancheta o que cada um deles oferece entre equipamentos e tecnologias. Para equiparar as versões, vamos comparar o Tiggo 8 ao Territory SEL, ambos com valores pouco abaixo dos R$ 170 mil.

A grande vantagem do SUV médio da marca chinesa está no custo benefício. O Tiggo sai de fábrica em sua versão única com sensor de ponto cego; câmeras 360°; carregador de celular sem fio; quadro de instrumentos digital com tela de 12,3″; freio de estacionamento eletrônico, ar-condicionado automático de duas zonas; chave presencial; faróis full-LED com ajuste eletrônico de altura; rodas de 18″ e teto solar panorâmico.

 

Tem, ainda, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, central multimídia com conexão via Apple CarPlay (porém sem Android Auto), seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração (obrigatórios por lei para projetos novos desde janeiro), assistente de partida em rampa e freios a disco nas quatro rodas.

 Caoa Chery Tiggo 8 tem uma infinidade de equipamentos de última geração na cabine

Já o Ford traz para a disputa faróis e lanternas de LED; ar-condicionado automático digital (porém somente com uma zona de resfriamento); rodas de liga-leve de 17 polegadas; central multimídia Sync com tela de 10,1 polegadas, Apple CarPlay sem fio, Android Auto (com fio) e seis alto-falantes; e teto solar panorâmico elétrico.

Em termos de segurança, também é bem nivelado, com seis airbags, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, sensor de monitoramento de pressão dos pneus, câmera de ré com sensores, controlador automático de velocidade de cruzeiro, chave presencial e volante multifuncional.

Em suma, um empate nesse quesito. A vitória seria do Ford se considerássemos os equipamentos da versão Titanium (bancos com aquecimento e resfriamento, itens de condução semi-autônoma e painel de instrumentos digital são alguns deles), mas como ela é quase R$ 20 mil mais cara, achamos justo empatar esse quesito pela semelhança da lista de itens das duas versões citadas. Portanto, 2×1.

Ford Territory

Motor, câmbio e consumo

Outro assunto extremamente importante em um comparativo, o conjunto de motor e câmbio dessa dupla de SUVs quase se equivalem – portanto, talvez o consumo seja o diferencial para saber qual deles é o mais vantajoso.

O carro da Ford tem motor 1.5 turbo de 150 cv e 22,9 kgf.m de torque,  sempre conectado a uma caixa de transmissão automática do tipo CVT, que simula oito marchas. Segundo a marca, ele precisa de 11,8 segundos para fazer de 0 a 100 km/h. A tração é dianteira.

O Chery Tiggo 8, por sua vez, usa um motor 1.6 turbo com injeção direta de combustível com 187 cv e 28 kgf.m de torque. O câmbio é automatizado de dupla embreagem, com sete marchas, e oferece possibilidade de trocas manuais pela alavanca. A tração também é dianteira.

Pelos números, já é possível imaginar que o “chinês que não vem da China” é mais rápido, certo? Acertou: são 9,9 segundos para chegar aos 100 km/h ao partir do zero, quase dois segundos a menos que o rival. A velocidade máxima de ambos é de 180 km/h.

No quesito consumo, outra vitória do modelo da Chery: 9,8 km/l na cidade e 12 km/l, na estrada, segundo o Inmetro, do Tiggo 8; contra 9,2 km/l e 10 km/l, respectivamente, do Territory – ambos são movidos por motores que bebem somente gasolina. Resultado? Obviamente, 3×1 para o SUV da montadora chinesa.

Ford Territory

Espaço e porta-malas

Vamos colocar na disputa outros dois pontos extremamente importantes para compradores desse tipo de carro, normalmente famílias: espaço interno e porta-malas.

Começamos pelo Ford, que tem 4,58 metros de comprimento e bons 2,71 metros de entre-eixos. Isso significa ótimo espaço para cinco passageiros, tanto para cabeça quanto (principalmente) para as pernas. Seu único pênalti é o porta-malas, que tem apenas 348 litros de capacidade. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume passa para 693 litros.

Já o Tiggo 8 nesse quesito é um verdadeiro monstro. São 4,70 m de comprimento e os mesmos 2,71 m de entre-eixos. Na prática: espaço exuberante para cinco pessoas, ainda com boa área para os dois ocupantes da terceira fileira – sim, o Tiggo 8 tem sete lugares, um diferencial nesse quesito do comparativo.

Com as três fileiras de bancos em uso, a capacidade do porta-malas é de 193 litros. Com a terceira fila rebaixada, o número sobe para 889 litros (aqui, contra os 348 l do Territory). Já com as duas seções rebatidas, o volume vai a impressionantes 1.930 litros (o número que competiria contra os 693 l do carro da Ford). Um baile. 4×1 para o Tiggo 8.

Veja nosso vídeo com o Ford Territory

Manutenção, número de lojas e pós-venda

Para finalizar, vamos citar outro ponto que devemos considerar em um duelo: os valores de manutenção, de serviços de pós-venda e o número de concessionárias autorizadas que um carro zero km pode oferecer ao comprador.

Nesse quesito, ao bater os números dos dois, o Ford leva vantagem nos valores de manutenção. O custo das três primeiras revisões do Territory soma R$ 1.383. Sem contar que a marca ainda oferece a opção de blindagem pela empresa Leandrini (nível 3-A com vidros AGP B33) sem colocar em risco a garantia de três anos do SUV.

 

O Tiggo 8 tem fama de preços um pouco mais salgados nas revisões. A reportagem solicitou os valores das três primeiras manutenções à Caoa Chery, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

O que se sabe é que o Tiggo dispõe de menos concessionárias e carrega a fama de ainda ser um “carro chinês” – apesar de não ser ele o que vem da China nesse comparativo -, mas responde com cinco anos de garantia total, sem limite de quilometragem. Mesmo assim, gol para a Ford e 4×2 para o modelo da Chery.

 Ford Territory x Chery Tiggo 8: para decidir qual comprar, entenda o que cada um deles oferece

Conclusão

O que podemos concluir desse duelo é que temos dois ótimos SUVs médios com preços, tamanhos, motores e consumos parecidos, mas com propostas diferentes. Não discutimos visual porque, como já falamos em outros comparativos, desenho é algo extremamente relativo e subjetivo.

Portanto fique atento ao que você precisa. O Ford Territory é mais refinado e conectado, mas só se diferencia do Tiggo 8 com equipamentos exclusivos na versão Titanium, bem mais cara. Na de entrada, eles se equivalem. E nessas, o Caoa Chery Tiggo 8 é mais jogo se você precisa de espaço, desempenho e consumo.

Fonte: Webmotors

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