HÁ ALGUM PROBLEMA EM RODAR COM O ESTEPE TEMPORÁRIO?

Composto mais fino exige cuidados e tem restrições específicas: entenda

Sim, e insistir no uso intensivo do composto pode provocar acidentes graves. Os estepes temporários são mais finos para ocupar menos espaço no porta-malas, e por isso também possuem limitações de velocidade e durabilidade.

Normalmente essa restrição é do tipo 80/80, ou seja, deve-se rodar a, no máximo, 80 km/h, por um trecho que não ultrapasse os 80 quilômetros de distância. Adesivos chamativos no estepe costumam reforçar esses valores, e também servem de indicativo visual para que o motorista providencie o reparo do pneu furado e a reposição o quanto antes.

Por ser mais estreito, esse tipo de estepe tem menos aderência e pode fazer com que o carro perca o controle de forma repentina, sobretudo quando o pneu mais estreito está no eixo traseiro.

No caso dos estepes ultrafinos o problema é ainda maior, pois sua borracha esquenta com mais facilidade em altas velocidades.

Se o conjunto ficar muito tempo rodando acima do limite imposto pela fabricante há até o risco de explosão repentina do conjunto, o que pode provocar um acidente grave.

Um vazio interior

Pneus run flat (Foto: Otávio Silveira / Autoesporte)

Os pneus run-flat, aqueles que podem rodar vazios por algumas dezenas de quilômetros, demandam um cuidado ainda maior.

Quando não há ar dentro deles, quem segura o peso do carro são as laterais do próprio composto. Isso mantém parte da dirigibilidade do carro, mas sua capacidade de fazer curvas e frenagens é seriamente comprometida.

Ir além do recomendado pela fabricante é apostar com sua segurança, pois ultrapassar a velocidade ou distância máxima faz com que o pneu superaqueça, podendo até se soltar da estrutura. Definitivamente, é melhor não arriscar.

MAIOR FABRICANTE DE PNEUS DO MUNDO NÃO EQUIPA NENHUM CARRO

Deposito Pneus Empilhados Novos (Foto: ProjectManhattan/Wikimedia)

Segundo a empresa Market Research Reports, a maior produtora de pneus em receita é a Bridgestone, fazendo girar US$ 27,2 bilhões (ou R$ 117,52 bilhões, na atual cotação). A companhia japonesa é seguida pela Michelin, Goodyear e Continental.

Mas, se considerarmos o número de pneus produzidos, a campeã é uma empresa tão inusitada que sequer fornece compostos para as montadoras de automóveis e veículos comerciais. Os pneus da líder de mercado não precisam ser calibrados e, ao contrário de outros componentes feitos pela companhia, não viram armadilhas para pés descalços

Fábrica Lego (Foto: Divulgação)

Só em 2018, a dinamarquesa Lego fabricou mais de 700 milhões de pneus, com tamanhos entre 1,44 cm e 10 cm de diâmetro. Em 2011, último ano em que dados das diferentes companhias foram compilados, a empresa de brinquedos havia produzido 318 milhões de pneus, contra 190 milhões da Bridgestone.

Apesar de ter uma receita inferior às maiores empresas do setor de pneumáticos, a Lego está longe de ser pequena, com vendas anuais na casa dos US$ 2,1 bilhões. A empresa também tem uma relação estreita com diversas fabricantes, que licenciam seus modelos para que sejam transformados em diferentes tipos de kits de blocos coloridos.

Pneus de Lego (Foto: Divulgação)

A empresa também tem se aproximado dos fãs de automóveis ao ajudar a desenvolver carros em tamanho real feitos com os famosos tijolos de encaixar.

LEGO Aston Martin DB5 1964 (Foto: divulgação)

Aliás, se o número total de peças plásticas produzidas pela Lego for incluído, o valor chega a 36 bilhões de itens, o que dá uma média de 1.140 bloquinhos saindo da linha de montagem por segundo. E você achando que fábricas de carro é que são rápidas na produção…

Fonte: Revista Auto Esporte

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