PARAFUSOS NA RODA: TRÊS, QUATRO OU CINCO?

Número de componentes varia por conta de diferentes requisitos técnicos de cada modelo

Por conta do peso que cada roda sustenta, do torque do motor e até a potência dos freios. O principal papel dos parafusos e porcas é pressionar a roda contra o cubo do eixo, aumentando o atrito necessário para transferir a força do motor até os pneus e também para suportar a massa não-suspensa (ou seja, toda aquela apoiada na suspensão) do veículo.

Em veículos leves e com baixa potência, como o Smart ForTwo e Ford Corcel, três parafusos bastavam para segurar as rodas. Por isso o Kwid elétrico (que tem mais torque e é mais pesado que a versão a combustão) passou a usar quatro parafusos.

Algumas marcas optam por usar porcas, que se prendem a pinos rosqueados acoplados ao cubo do veículo. Essa solução não tem grandes vantagens em relação aos parafusos, mas facilita a troca dos pneus por oferecer pontos de apoio para fixar as rodas antes do aperto.

Roda Mercedes F1 Parafuso (Foto: Xpb.cc)

Vale ressaltar, porém, que mais elementos de fixação não significam que o carro é mais potente: alguns hiperesportivos e a maioria dos carros de corrida têm rodas presas por apenas uma porca, ainda que de dimensões maiores.

Aperta com jeitinho

Roda Pneu Parafuso Sequencia Aperto (Foto: Reprodução)

Um ponto importante é que os parafusos ou porcas devem ser apertados ou soltos em uma sequência específica durante a troca do pneu.

Eles devem ser colocados ou removidos sempre em cruz ou estrela, e nunca no sentido horário ou anti-horário.

Esse cuidado evita o empenamento da roda ou do cubo, provocado quando um lado da peça fica com muito mais apertado do que outro.

O PNEU DO MEU CARRO PODE DEFORMAR NA QUARENTENA?

Ford Ecosport Titanium - Pneus runflat têm as laterais reforçadas para continuar a rodar sem pressão (Foto: Fabio Aro)

A quarentena para ajudar a conter o novo coronavírus fez com que milhões de carros ficassem parados na garagem.

Isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

Pneus danificados não precisam estourar para você se dar conta de um dano (Foto: Pxhere/Reprodução)

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato

Nico Rosberg numa bela fritada de pneus (Foto: Ivan Carneiro/Autoesporte)

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.

Fonte: Revista Auto Esporte

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